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A inclusão da equipa de hóquei em patins do CF Carvalheiro no Pavilhão dos Barreiros foi uma das questões levantadas pelo jornalista Nélio Gouveia, no programa sobre desporto amador, transmitido esta segunda-feira, pela RTP Madeira. A pertinente pergunta foi dirigida ao vice-presidente da Associação de Patinagem da Madeira, Miguel Moniz, quando se debateu a rentabilização dos espaços desportivos distribuídos às Associações.

Atento ao programa e às palavras de Miguel Moniz esteve o presidente do CF Carvalheiro, Pedro Araújo, que ao site do CF Carvalheiro comentou da seguinte forma as palavras em torno do tema: "O Miguel tentou justificar alguns comportamentos incorrectos da Associação perante o Carvalheiro, mormente o facto de não nos ter convocado para a reunião de distribuição de espaços realizada em Julho do ano passado e de nada ter feito para que resolvêssemos a questão do pavilhão. É falso que não sabia qual a modalidade que íamos praticar, como atestam os emails e SMS's trocados com a Directora Técnica nos meses de Maio e Junho de 2018, assim como é menos verdade que tenha colaborado na montagem do Pavilhão do Curral das Freiras, quando chegou a sugerir-nos os pavilhões do Porto da Cruz e da Calheta. Aliás, este ostracismo imposto ao Carvalheiro foi novamente visível no Torneio 3x3CFC, realizado no passado fim-de-semana, em que a Associação disse que o Pavilhão dos Barreiros estava ocupado, noutra mentira dos seus responsáveis, já que através da DRJD, pagando as respectivas taxas de utilização, conseguimos realizar lá o nosso torneio de aniversário."

Ainda assim, Pedro Araújo espera que "esta tentativa envergonhada de demonstrar que afinal a Associação está do lado de quem investe no hóquei, como é o caso do Carvalheiro, seja um sinal positivo para o futuro", até porque, "ao contrário do que disse o Miguel, ninguém precisa de sair dos Barreiros para o Carvalheiro entrar". "O que é necessário é uma melhor distribuição do espaço, sendo que o espaço dedicado aos seniores, cinco vezes por semana, das 21:30 às 23 horas, pode ser para as duas equipas, conforme proposta escrita entregue à APM, se uma treinar lá três vezes e outra duas", afirmou. Por outro lado, tal como fazem as outras associações, "é importante para a modalidade fomentar e apoiar o surgimento de novos projectos formativos, seja do Carvalheiro ou de outros clubes", acrescentou.

Sobre a alusão de Miguel Moniz à média de idades da equipa principal e à ausência de formação no Carvalheiro são duas questões que, segundo Pedro Araújo, dizem exclusivamente respeito à Associação. "A média de idades resulta do estado em o hóquei se encontra na Madeira pelo trabalho (não) desenvolvido nos últimos quinze anos; e se ainda não temos formação, tal deve-se somente ao facto da Associação fechar as portas ao Carvalheiro, às suas diversas propostas e ideias, como é o caso, por exemplo e entre outros, do projecto da iniciação ao hóquei e da escola de guarda-redes", constata.

A finalizar, o líder máximo do CF Carvalheiro felicitou Miguel Moniz pela "lucidez demonstrada quando reconheceu no coordenador técnico do projecto do hóquei em patins do CF Carvalheiro, o prof. Pedro Brázio, o melhor treinador na Madeira de hóquei em patins", sendo esta mais uma razão para que "a Associação assuma-se de uma vez por todas como um elemento catalizador e deixe de ser uma força de bloqueio às propostas e ideias do Carvalheiro em prol do desenvolvimento do hóquei em patins".

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